Relatório sobre incidente com o navio rebocador caioba-seahorse, em 13 de setembro de 1980, elaborado pelo tenente-coronel aviador francisco josé hennemam filho, do centro de lançamento de foguetes da barreira do inferno (clfbi), em natal, rio grande do norte.
Dossiê ARX-201 relata o avistamento de objeto luminoso não identificado pelo rebocador CAIOBA SEAHORSE em 27 de julho de 1980, às 19h00 aproximadamente, a cerca de 40 milhas náuticas ao norte de Natal (RN), coordenadas 05°18'S / 035°09'W. Cinco testemunhos foram coletados: o timoneiro Ivan de Souza Melo descreveu luz oval branca no topo de estrutura de 8-15 metros sobre a superfície do mar; o chefe de máquinas da lancha TECHE SEAHORSE, Atílio Scarpati, viu luz muito intensa sem eco de radar; o comandante José da Silva, acamado com intoxicação alimentar, declarou ver um "prato grande" de 100 metros de diâmetro com luzes azuis e laranjas e facho de luz vertical. O investigador Ten Cel Av Francisco José Hennemann Filho concluiu que os depoimentos válidos (Ivan, Scarpati, Emmanuel Duckum) são compatíveis com o encontro acidental com outra embarcação navegando com mastro iluminado, velocidade de 8-9 nós, e que as diferenças de percepção entre Ivan (movimento retilíneo) e Scarpati (movimento curvo) são explicadas pelo movimento relativo. Os depoimentos do comandante José da Silva foram descartados por seu estado de saúde (hospitalizado no Walfredo Gurgel por intoxicação alimentar), e os do imediato Fangueiro foram considerados de baixo peso por conter erros grosseiros, incluindo erro de 83 milhas náuticas na latitude transmitida à Natal-Rádio. A conclusão oficial (2.01 a 2.04) é que não há nenhuma evidência de veículo aeronavegante e o caso "perde interesse para a Aeronáutica", sendo as notícias de imprensa sobre OVNI classificadas como inverídicas. O relatório foi elaborado em Natal/RN em setembro-novembro de 1980 e encaminhado ao Chefe do Estado Maior da Aeronáutica pelo Comandante do II COMAR em dezembro de 1980.
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Comandante José da Silva, doente com intoxicação alimentar, declarou à tripulação "se existe disco voador, nós estamos vendo um" e ordenou comunicado à Natal-Rádio; a conclusão oficial descartou o avistamento como encontro com embarcação comum, invalidando os depoimentos do comandante e do imediato por doença e erros grosseiros respectivamente.
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