● Documento

Informe sobre queda de objeto voador não identificado em morrinhos, estado de goiás.

Em 1980, o fazendeiro Gabriel Estevão Reis testemunhou a queda de um objeto "parecido com um charuto" que mergulhou na represa de sua fazenda Sana Rosa, a 8 km de Morrinhos-GO. O impacto fez a água ser arremessada a mais de 100 metros, matou todos os peixes e fez o lago "ferver por cinco minutos". Todas as pessoas que tiveram contato com a água da represa desenvolveram sintomas graves (enjoos, insônia, vômitos, dores nas pernas, agitação), e Wagdo Estevão, filho do fazendeiro que mergulhou várias vezes tentando recuperar o objeto, morreu de leucemia 15 dias depois. O Promotor Público de Morrinhos comunicou o caso à Aeronáutica em agosto de 1981, com suspeita de contaminação radiológica.

🚬 charuto amarela🕐 tarde🔬 vestígio
Local
Represa da Fazenda Sana Rosa, a 8 km de Morrinhos-GO — Morrinhos/GO 📍 preciso
Data do fato
1980 · 14:00
Testemunhas
Gabriel Estevão Reis (fazendeiro), Reinaldo Estevão (filho, 14 anos), Wagdo Estevão (filho, 19 anos — morreu de leucemia), Wilson Borges (mecânico, 23 anos), Bado Danzela (25 anos), José Borges da Silva (30 anos); múltiplos vizinhos e moradores de Morrinhos que ouviram o barulho
Objeto
Formato de charuto/cigarro grande; cor amarelada; cerca de 5 metros de diâmetro por 8 metros de comprimento; fazia ruído semelhante a avião a jato; moveu-se em alta velocidade e mergulhou na represa fazendo manobra deliberada para não bater nas pedras
Comportamento
Voava em alta velocidade, parecendo dirigido; fez manobra rápida e mergulhou intencionalmente na represa; o lago ferveu por 5 minutos após o impacto; após esvaziar a represa foi encontrada uma cratera no ponto central com cerca de 8 metros de diâmetro; sondagens com vara de 10 metros encontraram "algo grande, sólido e liso" no interior da cratera
Órgão / fonte
Ministério da Aeronáutica — VI COMAR (Sexto Comando Aéreo Regional), Seção de Informações A/2; difusão CISA-BR
Código
BR DFANBSB ARX.0.0.212
"Wagdo Estevão, de 19 anos, filho do fazendeiro, foi o primeiro a ter contato com a água depois do mergulho do objeto. Uma semana depois começou a passar mal e depois de 15 dias morria de leucemia, num hospital de Goiânia." — Jornal Opção, Goiânia, 31 ago a 5 set 1981

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