Estranhos, mas caseiros, aqueles discos de irajá.
Recorte do jornal O Estado de S. Paulo, de 6 de maio de 1969, revelando que os frequentes avistamentos de "discos voadores" no subúrbio de Irajá, Rio de Janeiro, eram na verdade balões artesanais fabricados por moradores do próprio bairro. Os objetos eram balões juninos do tipo "tangerina", feitos de papel comum, preenchidos internamente com balões de borracha cheios de gás leve e pintados externamente com tinta aluminizada, o que lhes conferia brilho e aparência metálica. Ao girar com o vento, os balões produziam reflexos luminosos e realizavam manobras aéreas incomuns, enganando testemunhas e gerando notícias de OVNIs; três versões foram lançadas (Jaraguá I, II e III), com o maior carregando 40 balões de gás, e um "super-disco" de quase 10 metros estava planejado para o domingo seguinte.
"Ao girar, seus gomos produziam reflexos luminosos causados pela luz solar, impressionando mesmo aqueles que o tinham fabricado."
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